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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Campanha inglesa anti-obesidade

O governo inglês lançou uma campanha anti-obesidade que designou Change4Life.







Integrada nesta campanha, a Pepsi Co lançou a sua própria iniciativa que baptizou Play4Life.

 A esta campanha a Pepsi Co associou os nomes de Thierry Henry, jogador do Barcelona e da selecção francesa, e  Frank Lampard, jogador do Chelsea e da selecção inglesa.










Ambos afirmam "Ajude os seus filhos a manter-se aptos fisicamente. Assegure que praticam actividade física 60 minutos por dia."








segunda-feira, 18 de abril de 2011

A obesidade no início da gravidez aumenta o risco de morte neo-natal

O impacto negativo que a obesidade nas fases iniciais da gravidez tem na saúde do recém-nascido já é conhecido. No entanto, nem todos estes efeito prejudiciais são inteiramente claros.

No sentido de esclarecer melhor as consequências da obesidade nesta fase da gravidez, foi realizado um estudo, na região Norte de Inglaterra, que pretendeu relacionar obesidade (IMC >30) com risco de morte fetal e neo-natal, excluindo as malformações congénitas e os efeitos da gravidez gestacional, que são problemas já bem conhecidos.

As gravidezes seguidas em cinco hospitais ingleses, no període de 2003-2005 foram analisadas de um ponto de vista estatístico. Foram contabilizadas as mortes fetais (>20 semanas de gestação) e as mortes dos recém-nascidos durante o primeiro ano de vida, e analisadas de acordo com o IMC da mãe (<18.5, 18.5-25, 25-30, >30).

Os resultados mostraram que as mulheres obesas tiveram um risco de morte fetal ou no primeiro ano aproximadamente o dobro das mulheres obesas (2.3 e 1.9 de risco relativo respectivamente).

A análise estatística contínua revelou uma relação de formato em V, com o risco mais baixo no IMC 23 e aumento contínuo do risco para valores aumentados do IMC.

As razões para este aumento de mortalidade fetal e dos recém-nascidos até ao primeiro ano de vida encontrado nas mulheres obesas, não foram estabelecidas.

O estudo conclui que a obesidade no início da gravidez está associado de uma forma significativa com a morte fetal e a morte do recém-nascido no primeiro ano de vida. Esta associação é independente das já conhecidas implicações da obesidade no aparecimento de malformações congénitas e na diabetes gestacional.

Pode encontrar este trabalho na Revista Human Reproduction

sexta-feira, 4 de março de 2011

A obesidade é uma causa do aumento da taxa de cesarianas no País de Gales

O País de Gales tem a taxa mais elevada de mulheres grávidas obesas no Reino Unido, segundo os números publicados pelo governo.

Um estudo do Centre of Maternal and Child Enquiries divulgado em Dezembro 2010 mostrou que 37% dos partos de mulheres obesas no Reino Unido foram por cesariana.

No País de Gales, a taxa de cesarianas aumentou em 3% de 2000-01 para 2009-10.

Segundo Alex Rees, porta-voz do  Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, estes numeros não são surpreendentes, uma vez que se assiste a um aumento da taxa de cesarianas em todo o Reino Unido e a obesidade é uma das causas.

O aumento de IMC da mulher grávida traz ainda outros problemas de saúde como recém-nascidos com peso elevado, diabetes gestacional e pre-eclampsia (hipertensão).

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A cirurgia de obesidade em Inglaterra aumentou 10x desde o ano 2000

A realização de cirurgias de obesidade em Inglaterra aumentou 10x nos serviços públicos de saúde desde 2000, segundo um estudo publicado no bmj.com em Agosto 2010. Uma razão apontada para esta evolução é a procura de tratamento por parte dos doentes obesos, à medida que vai sendo cada vez mais evidente o interesse deste tipo de tratamento.


Figure
Um total de  6,953 cirurgias bariátricas foram realizadas em Inglaterra no serviço de saúde público no período entre Abril de 2000 e Março 2008. Este número passou de 238 em 2000 para 2543 em 2007.


A percentagem de cirurgias por via laparoscópica passou de 28% em 2000 para 75% em 2007. Os procedimentos mais realizados foram a colocação de banda gástrica (52%) o bypass gástrico (46%) e a gastrectomia linear - sleeve (2%).


The use of weight loss surgery or bariatric surgery, is ten times more frequent in NHS hospitals in England, than it was in 2000
A mortalidade global foi consistentemente baixa ao longo de todo o período de estudo, aproximadamente de 0.3%. Foi mais alta para o sleeve (1%), intermédia para o bypass (0.5%) e menor para a colocação de banda gástrica (0.1%). A via laparoscópica mostrou ser mais segura, com uma mortalidade de 0.2% contra os 0.5% da via aberta. A via laparoscópica teve igualmente menor duração de internamento e menor percentagem de re-internamentos. O sleeve teve o maior numero de reinternamentos. O aumento do numero de cirurgias de bypass foi superior ao aumento do numero de colocação de bandas. A mortalidade foi ainda independente do numero de procedimentos realizados em cada hospital, sendo no entanto a percentagem de bypass superior nos centros com maior experiência.

Os autores concluem que a utilização de cirurgia bariátrica aumentou exponencialmente em Inglaterra nos últimos anos. Isto parece ter ocorrido com segurança apesar do aumento da utilização de técnicas minimamente invasivas (laparoscopia). 
Introduction of laparoscopic bariatricsurgery in England: observational population cohort study
Elaine M Burns

Texto integral: BMJ Agosto 2010