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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Bypass reduz o risco cardio-vascular

A obesidade é uma doença complexa que tem muitas implicações no desenvolvimento de outras doenças. Tudo junto, conduz a um aumento da mortalidade e perda de qualidade de vida como poucas outras doenças conseguem.
 
As técnicas cirúrgicas para tratar a obesidade são muito eficazes a obter redução de peso mas, além disso, cada vez é mais evidente que também influenciam positivamente as doenças associadas, como a diabetes, a dislipidemia e as doenças cardio-vasculares.
 
No sentido de objetivar este efeito benéfico, um grupo de investigadores brasileiros estudou o efeito da cirurgia da obesidade no risco cardio-vascular aos 10 anos, medido pelo score de Framingham. Este score permite estabelecer o risco de morte de um doente, baseado na idade, sexo, peso, IMC, pressão arterial diastólica, perfil lipídico, glicémia e história anterior de doença cardio-vascular. Este score está validado de uma forma muito sólida e é muito utilizado em diversos estudos.
 
Neste estudo, o Score de Framingham foi avaliado para um conjunto de 42 doentes antes e depois de realizarem um bypass gástrico.
 
A redução do risco cardiovascular aos 10 anos foi muito evidente nos doentes operados, sobretudo através da redução do peso e da resolução de co-morbilidades. Esta redução de risco foi especialmente acentuada nos doentes que apresentavam, à partida, co-morbilidades.
 
Os autores concluem que o bypass provoca uma perda de peso acentuada, sustentável, e com melhoria significativa das co-morbilidades.
 
O estudo foi publicado na Obesity Surgery.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Bypass resolve a diabetes mesmo nos doentes com IMC 30-35

O Brasil é um dos países do mundo com maior experiência em cirurgia de obesidade e metabólica. Vários autores brasileiros, onde destacamos Almino Ramos, juntaram-se para publicar, no Obesity Surgery de Março 2013, um estudo sobre Bypass em doentes diabéticos com obesidade ligeira (IMC entre 30 e 35.
 
Este estudo é retrospetivo e inclui 27 doentes com IMC entre 30 e 35 operados entre 2002 e 2008, por diabetes tipo 2 não controlada. O objetivo avaliado foi a resolução completa da diabetes confirmado pelo atingimento de Hb A1c <6%, glicémia < 100 mg/dl e ausência de medicação para a diabetes.
Um ano após o Bypass, os resultados foram de
- 23% redução no peso
- BMI estabilizado nos 25.6 Kg/m2
- 46% redução na glicémia
- 27% redução na Hb A1c
- Melhoria do controlo da daibetes em 100% dos doentes
- Resolução completa da diabetes em 48% dos doentes
Os autores concluem que o Bypass é uma opção segura e eficaz no tratamento da diabetes não controlada em doentes com obesidade classe I (IMC 30-35).
 
O estudo pode ser encontrado aqui.
 
 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Bypass tem resultados superiores ao sleeve

Foi publicado no número de Março 2011 do Obesity Surgery, um estudo prospectivo comparando os resultados da Gastrectomia Linear (Sleeve) e do Bypass, no tratamento da obesidade.
 
Foram estudados 94 doentes, sendo 47 doentes tratados com bypass e 47 tratados com sleeve. Os parâmetros avaliados foram a qualidade de vida (questionários Moorehead-Ardelt e SF-36), a perda de peso e a melhoria das comorbilidades.
 
Como resultados há a assinalar que o grupo de doentes tratados com bypass gástrico tiveram melhores scores de qualidade de vida do que os doentes de sleeve.
 
A resolução da diabetes foi de 90% nos doentes com bypass e 55% no sleeve. A resolução da hipertensão arterial foi de 73% no bypass contra 30% no sleeve. As queixas de refluxo gastro-esofágico resolveram em 92% do grupo de bypass mas apenas em 25% no sleeve. No caso do sleeve, 33% dos doentes operados que não apresentavam queixas de DRGE, desenvolveram estas queixas pela primeira vez após a cirurgia.
 
A satisfação com a cirurgia foi de 94% no bypass e de 90% no sleeve.
 
Os autores concluiram que os resultados do bypass apontam para uma melhor qualidade de vida do que os do sleeve. Além disso, os resultados em termos de controlo de patologias associadas como a diabetes, a hipertensão e a DRGE são também melhores no bypass do que no sleeve.
 
 
O estudo pode ser encontrado aqui.